Em pleno sábado, às 18 horas, saí de casa rumo ao Bar Brahma a mais uma apresentação de @steniomoura.
O Bar Brahma estava localizado praticamente no centro das atrações, mas nos avisaram que a Av. Ipiranga ainda estava aberta para passagem de carros.
Porém, como chegar até a Av. Ipiranga?
Essa foi a pergunta que fizemos a uma mulher do CET. E sabe o que ela nos respondeu? “Eu não sei, porque eles me colocam aqui nesse evento, sem informações, sendo que nem era o meu dia de trabalho”. Senti uma revolta no ar.
Depois de darmos a volta ao mundo, chegamos na Av. Ipiranga e estacionamos no primeiro lugar que encontramos e seguimos andando até o bar.
Imagina a cena: 3 pessoas andando em plena Av. Ipiranga com instrumentos e apoiadores de música e violão.
Chegamos ao Brahma e permanecemos por lá por mais ou menos 3 horas. Tempo suficiente para a cidade lotar de pessoas e a Av. Ipiranga fechar.
E como sair daquele lugar tumultuado? Entramos numa rua e pedimos mais uma vez informação a um CET. Conseguimos sair da Av. Ipiranga, mas não nos livramos da multidão.
O carro andava a 10 km/h, com todo cuidado para não derrubar nenhum bêbado que andava pela rua.
Pelo menos, uma coisa lembraram: colocaram polícias a cada 1 quarteirão de distância uma da outra.
Dessa minha experiência consigo tirar uma conclusão:
O projeto da virada cultural é uma grande idéia para juntar artistas em um único dia na Cidade de São Paulo, mas as pessoas que planejam esse evento esquecem que quanto maior a manifestação, maior a infra-estrutura necessária.
@maromani
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